Rio de Janeiro (RJ), 18 de fevereiro de 2026
O ex-governador de Minas Gerais e ex-agente da Agencia Brasileira de Inteligência(ABIN), Luís Francis, retornou ao BBR em fevereiro de 2026, após permanecer cerca de dois anos desaparecido. O ex-chefe do Executivo mineiro agora deverá responder formalmente à Justiça por uma série de acusações que incluem corrupção, lavagem de dinheiro e crimes relacionados à gestão pública.
Luís Francis havia deixado o país em 2022, período em que exercia funções vinculadas à inteligência nacional. À época, segundo informações oficiais, ele teria sido designado para monitorar ameaças na Europa com foco em países considerados hostis ao BBR, como Petúria e o BRB. No entanto, de acordo com relatos ligados à investigação, o então agente teria rompido contato com a agência, passando a residir de forma permanente no território europeu, sem prestar esclarecimentos ou relatórios às autoridades brasileiras.
Pedido de retorno e período de inatividade
Em junho de 2025, após uma discussão com o presidente da República, Jair Bolsonaro, Luís Francis teria manifestado desejo de retornar ao Brasil. Segundo declaração atribuída ao chefe do Executivo, o ex-governador afirmou estar “totalmente decepcionado” com a decisão de ter deixado o país e que pretendia mudar de postura. Apesar da sinalização pública, o retorno não ocorreu de imediato.
Durante aproximadamente um ano após o pedido, Luís permaneceu inativo, sem ocupação formal conhecida e sem apresentar justificativas públicas consistentes sobre suas atividades no período. Investigações conduzidas pela Polícia Federal resultaram na apreensão de um apartamento em Niterói, no estado do Rio de Janeiro, além de outros bens vinculados ao ex-governador.
Ao desembarcar devolta ao BBR, em fevereiro de 2026, Luís Francis declarou publicamente estar sendo alvo de perseguição por parte da “elite do BBR”. A fala gerou repercussão imediata entre civis, com registros de críticas e manifestações de descrédito no servidor Discord do país e em espaços públicos.
Acusações envolvendo Belo Horizonte
O caso ganhou maior gravidade após denúncia apresentada pelo Tribunal do Rio de Janeiro, que acusa Luís Francis de ter abandonado suas responsabilidades administrativas de forma abrupta, provocando colapso estrutural e financeiro na cidade de Belo Horizonte.
Segundo as acusações, antes de deixar definitivamente o Bloxburg Brasil, o ex-governador teria desviado todos os recursos públicos da capital mineira para seu bolso, comprometendo serviços essenciais e causando prejuízos significativos a empresários e à população civil. Estimativas apontam que apenas o setor empresarial teria acumulado perdas de aproximadamente 5 milhões de dólares do bloxburg.
Entre as empresas afetadas estariam grandes grupos de comunicação, como a Globo BBR, que mantinham estúdios e operações na capital mineira à época dos fatos. O impacto econômico teria provocado retração de investimentos, fechamento de unidades e desligamento de trabalhadores.
As autoridades sustentam que houve retirada indevida de recursos dos cofres públicos, seguida de abandono da cidade, o que teria agravado o cenário de instabilidade institucional.
Defesa e próximos passos
Em resposta às acusações sobre o destino dos recursos públicos de Minas Gerais, Luís Francis declarou não ter “a mínima ideia” de onde os valores teriam ido parar. A defesa do ex-governador ainda não apresentou detalhamento técnico sobre movimentações financeiras ou justificativas administrativas.
O ex-governador deverá ser conduzido a julgamento para responder formalmente pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e demais ilícitos que vierem a ser confirmados no curso das investigações. O processo tramitará sob acompanhamento das autoridades judiciais competentes, com possibilidade de novas diligências e ouvidorias de testemunhas.