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Manaus, 24 de junho de 2026
O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) abriu oficialmente um Procedimento de Investigação Criminal (PIC) para apurar as circunstâncias da morte de Magnus Blackwood, político, empresário e funcionário da Showbiz Pizza Place, encontrado sem vida dentro da facility K-8 Segurança de Contenção e Reparação de Animatronics, localizada em uma área remota da floresta amazônica.
A instauração do procedimento foi formalizada por meio de portaria emitida pela Promotoria de Investigação Penal de Manaus, vinculada ao Conselho Nacional do Ministério Público, sob assinatura da promotora de Justiça Jordana Ernesto Diaz Bras, em 23 de junho de 2026.
Segundo o documento obtido pela EBN, o caso passou a ser tratado com prioridade máxima diante da gravidade dos elementos já reunidos pelas autoridades.
O procedimento investigatório foi instaurado com base no Relatório Preliminar nº PF-AM/ROC/221-2026, elaborado pela Polícia Federal, que descreve detalhes iniciais sobre a cena encontrada dentro da K-8.
De acordo com a portaria, os indícios levantados até o momento apontam para duas principais linhas de investigação: homicídio qualificado ou acidente de trabalho decorrente de culpa grave, hipótese que incluiria negligência, imperícia ou falhas severas nos protocolos de segurança da instalação.
O Ministério Público destacou, no texto oficial, a extrema violência observada na cena do crime.
As fotografias periciais anexadas ao procedimento, citadas nominalmente no documento, foram descritas como evidência de um cenário de horror. Segundo o MPAM, as imagens mostram massiva projeção de sangue no piso e no mobiliário da sala de testes, sendo o material biológico 100% compatível com Magnus Blackwood.
A descrição fortalece a percepção de que a morte não ocorreu em circunstâncias simples.
Para os investigadores, o padrão de dispersão do sangue pode indicar violência física extrema ou, alternativamente, falha mecânica grave de natureza industrial, possivelmente envolvendo equipamentos presentes na sala de testes.
A morte ocorreu dentro do setor mais sensível da K-8.
Foi justamente na sala de testes de animatrônicos, onde antigos personagens mecânicos da Showbiz passam por avaliações técnicas antes de serem enviados para unidades em operação, que o corpo de Magnus foi localizado.
O local já permanece isolado desde a chegada das forças de segurança, com vigilância contínua para preservação da cena e prevenção de contaminação de evidências.
No documento, o MPAM determina uma série de diligências urgentes.
A primeira medida foi requisitar formalmente ao superintendente da Polícia Federal no Amazonas o compartilhamento integral do inquérito policial relacionado ao caso, caso ele já tenha sido instaurado.
Além disso, o Ministério Público exigiu o envio imediato de dois laudos considerados cruciais para o avanço das apurações:
o Laudo de Exame Necroscópico definitivo de Magnus Blackwood
o Laudo Pericial da cena do crime
Esses documentos devem ajudar a estabelecer a causa exata da morte, o mecanismo das lesões e o horário estimado do óbito.
Outra frente de investigação mira diretamente a estrutura empresarial da K-8.
O MPAM determinou que órgãos de fiscalização do trabalho identifiquem, em até cinco dias, todo o quadro societário e os responsáveis legais pela instalação K-8 Segurança de Contenção e Reparação de Animatronics.
O objetivo é esclarecer quem autorizou a contratação de Magnus e quem determinou seu turno de trabalho em um ambiente descrito pelo próprio Ministério Público como potencialmente precário.
Essa etapa pode ser decisiva para identificar possíveis responsabilidades administrativas e criminais.
Um dos pontos mais sensíveis da investigação envolve os próprios animatrônicos.
Em uma determinação que chama atenção, o Ministério Público requisitou a apreensão imediata e a realização de perícia técnica especializada em engenharia mecânica e computação nos personagens animatrônicos mencionados no relatório da Polícia Federal.
A análise terá foco especial em um modelo específico que apresentava vestígios de sangue.
Os peritos buscarão responder uma questão central: o equipamento foi acionado por falha mecânica espontânea ou houve manipulação externa por terceiros?
A resposta pode redefinir completamente os rumos da investigação.
Se for comprovada falha operacional severa, o caso poderá se consolidar como acidente de trabalho fatal com culpa grave. Caso evidências indiquem manipulação intencional, a hipótese de homicídio ganha força.
Outro elemento misterioso citado na portaria é um rádio interno encontrado em funcionamento no subsolo da facility.
O Ministério Público determinou a extração e transcrição integral do áudio armazenado no dispositivo, mencionado no item 7 do relatório preliminar da Polícia Federal.
Investigadores acreditam que esse material pode conter registros sonoros importantes dos momentos anteriores à morte de Magnus.
Até o momento, nem o conteúdo do áudio nem detalhes do equipamento foram divulgados.
A abertura formal do PIC aumenta a pressão sobre a administração da K-8 e sobre a Rockstar Central, empresa ligada à operação da facility e controladora da Showbiz Pizza Place.
Embora ainda não exista acusação formal contra qualquer indivíduo ou empresa, o tom da portaria demonstra que o Ministério Público trata o caso como um evento de extrema gravidade criminal.
Familiares de Magnus Blackwood continuam cobrando respostas rápidas.
Desde o desaparecimento inicial até a descoberta do corpo, parentes do empresário afirmam que houve falhas graves de segurança e monitoramento dentro da instalação.
Agora, com a entrada formal do Ministério Público, a expectativa é de que a investigação avance com maior rigor técnico e jurídico.
Versão rápida da notícia
O MPAM abriu um Procedimento de Investigação Criminal para apurar a morte de Magnus Blackwood na facility K-8, na Amazônia. A investigação analisa duas hipóteses principais: homicídio qualificado ou acidente de trabalho por culpa grave. O Ministério Público requisitou laudos da Polícia Federal, perícia nos animatrônicos com vestígios de sangue, identificação dos responsáveis pela K-8 e análise de um rádio interno encontrado em funcionamento no subsolo.
A EBN continuará acompanhando o caso e divulgará novos desdobramentos assim que houver confirmação oficial das autoridades.