Pedro Costa perde primárias do Partido Liberal para vice de Bolsonaro e avalia candidatura presidencial por outra sigla

 



EBN - Empresa Brasileira de Notícias

Brasília, Distrito Federal, 23 de junho de 2026


As articulações internas do Partido Liberal para as eleições presidenciais ganharam novos contornos após Pedro Henrique Costa enfrentar uma derrota significativa nas primárias da legenda para a definição do vice na chapa presidencial de Jair Bolsonaro. O resultado, que expôs a baixa adesão interna ao nome do senador e governador de São Paulo, reacendeu discussões sobre seu futuro político e abriu espaço para uma possível candidatura presidencial por outro partido.

De acordo com conversas internas entre lideranças e membros da elite política, Pedro Costa obteve apenas cerca de 25% dos votos nas prévias para vice-presidente, desempenho considerado abaixo do esperado por aliados e que reforçou a resistência dentro do próprio PL à sua presença em uma chapa majoritária. Em tom de deboche, interlocutores chegaram a mencionar percentuais ainda menores durante as discussões, usando o resultado como símbolo da fragilidade de sua posição dentro da legenda.

Nos bastidores, a derrota rapidamente se transformou em um intenso debate sobre o que Pedro deveria fazer a seguir. Jair Bolsonaro, em conversas com integrantes do partido, demonstrou abertura para discutir alternativas, incluindo a possibilidade de Pedro deixar temporariamente o PL para concorrer por outra sigla, repetindo uma estratégia política já usada em ciclos anteriores.

Durante as discussões, Bolsonaro sugeriu diretamente que Pedro considerasse migrar para o PSL para disputar a presidência. A proposta envolveria uma saída estratégica do Partido Liberal com possibilidade de retorno posterior, caso a candidatura não prosperasse. Segundo interlocutores, a ideia seria aumentar a competitividade da eleição e testar a força eleitoral de Pedro fora da estrutura governista tradicional.

Pedro, no entanto, demonstrou hesitação ao longo de toda a conversa. O ex-presidente relembrou o desgaste de seu mandato anterior e os problemas políticos que enfrentou durante sua passagem pela Presidência da República. Em vários momentos, admitiu que uma candidatura seria arriscada tanto financeiramente quanto politicamente.

Entre as preocupações levantadas por Pedro estava o alto custo de uma campanha presidencial. Segundo ele, uma tentativa de disputar o cargo poderia representar gastos de aproximadamente 1 milhão de dólares, valor que, em sua avaliação, seria alto demais caso o resultado fosse uma derrota eleitoral.

Além da questão financeira, Pedro também demonstrou preocupação com seu nível de rejeição pública. Durante as conversas, opositores e críticos internos afirmaram que sua rejeição popular ainda seria elevada, tornando difícil uma vitória em disputa nacional. Alguns chegaram a afirmar que, mesmo que ele conquistasse a candidatura, o cenário eleitoral continuaria extremamente desfavorável.

Outro fator de tensão veio das declarações de Cauã Rodrigues, juiz federal e uma das vozes mais críticas a Pedro. Cauã elevou o tom durante as discussões e afirmou possuir provas comprometedoras relacionadas a declarações passadas do senador sobre golpe de Estado. Segundo ele, caso o PL lançasse Pedro em uma disputa presidencial, essas informações poderiam ser usadas para destruir politicamente tanto o senador quanto a reputação do partido.

As ameaças aumentaram ainda mais o clima de tensão nas discussões internas. Cauã chegou a afirmar publicamente que poderia “acabar com a imagem do PL em segundos”, caso determinadas informações viessem à tona durante o período eleitoral. A declaração gerou reações fortes de Pedro, que respondeu em tom confrontador, defendendo o peso político e a estrutura do Partido Liberal.

Apesar da derrota nas primárias para vice-presidente, Pedro Costa não descartou completamente uma candidatura presidencial. Em diversos momentos, o governador de São Paulo sugeriu que, com o enfraquecimento das crises políticas do ano anterior, o ambiente atual seria menos hostil para uma eventual campanha. Ainda assim, sua fala oscilou entre confiança e ceticismo.

Ao final das discussões, o cenário permaneceu indefinido. Pedro segue oficialmente no Partido Liberal, mas interlocutores próximos afirmam que a possibilidade de uma candidatura presidencial por outra legenda continua em análise. A derrota interna para a vice-presidência de Bolsonaro, no entanto, deixou claro que sua posição dentro do PL já não possui a mesma força de ciclos anteriores.

Com o avanço das articulações eleitorais, o futuro político de Pedro Costa se torna uma das principais incógnitas da corrida presidencial de 2026.

VERSÃO RÁPIDA

Pedro Henrique Costa perdeu as primárias internas do PL para se tornar vice na chapa presidencial de Jair Bolsonaro, obtendo cerca de 25% dos votos. Após a derrota, Bolsonaro sugeriu que Pedro concorra à presidência por outra sigla, como o PSL. Pedro demonstrou dúvidas devido ao alto custo da campanha, sua rejeição popular e ameaças de Cauã Rodrigues, que afirma possuir informações comprometedoras contra ele. Seu futuro político permanece indefinido.

Reportagem da EBN - Empresa Brasileira de Notícias.

Toryel Nunes

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