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Brasília, Distrito Federal, 24 de junho de 2026
O Projeto de Lei nº 13, de 23 de junho de 2026, protocolado no Senado Federal, desencadeou uma onda de preocupação, pânico e forte reação entre civis, empresários e lideranças políticas em todo o país. A proposta, apresentada pelo senador Luciano Leninrock (PT-AM) e sob presidência do Senado de Luís Inácio Lula da Silva, busca instituir o Imposto Geral Federal (IGF), que se tornaria o primeiro imposto federal ordinário da história da União.
Até o momento, o governo federal não possuía impostos federais diretos sobre os civis. Historicamente, o orçamento da União era sustentado principalmente pela arrecadação gerada por estatais e receitas indiretas. No entanto, a atual crise global de comunicação, somada ao congelamento parcial das vendas das empresas estatais, reduziu drasticamente a capacidade de financiamento do governo federal, levando o Congresso a discutir medidas emergenciais de recomposição fiscal.
Segundo o texto do projeto, o IGF seria um imposto anual dividido em parcelas mensais e calculado com base direta na Lei Orçamentária Anual (LOA). Na prática, a proposta estabelece que o valor total do orçamento federal a ser coberto pela União seria dividido entre todos os civis considerados contribuintes aptos, e posteriormente parcelado em 12 meses.
A fórmula é simples no papel, mas assustadora nos números.
O ponto que mais causou choque foi o exemplo oficial incluído no próprio projeto. O documento estabelece que, em um cenário no qual a LOA anual seja de 80 milhões de dólares e existam 193 civis contribuintes, cada contribuinte pagaria aproximadamente 414.507 dólares por ano, ou cerca de 34.542 dólares por mês.
Esse trecho, presente no artigo 44 do PL, foi o estopim da reação pública.
Em poucos minutos após a divulgação do texto no portal oficial de documentos, políticos e civis começaram a reagir com incredulidade. O clima rapidamente se transformou em desespero entre aqueles que interpretaram o valor como potencialmente real para o exercício fiscal seguinte.
A oposição foi uma das primeiras a se manifestar. O politico e jornalista Toryel Nunes (SP-MISSÃO) reagiu de forma explosiva à proposta, classificando o projeto como potencialmente devastador para a economia nacional. Em suas mensagens, o parlamentar demonstrou preocupação especial com o impacto sobre empresas e novos empreendimentos, argumentando que a cobrança poderia sufocar o setor produtivo.
O vice-presidente Kayque Pereira (PR-PL) também foi rapidamente acionado em meio à confusão. Inicialmente sem entender a dimensão da situação, Kayque perguntou se havia guerra ou alguma crise institucional em andamento, após ser chamado simultaneamente por diversas lideranças.
Ao tomar conhecimento do conteúdo do projeto, sua reação mudou de tom. Kayque declarou que pretende se reunir com o presidente da República para barrar a proposta, criticando duramente a ideia de impor uma carga tributária dessa magnitude sobre a população. Em uma de suas falas mais incisivas, afirmou que o projeto precisaria ser derrubado e chegou a cobrar diretamente Lula, questionando se esse seria o plano político para futuras eleições.
A repercussão foi tão intensa que diversos parlamentares passaram a convocar aliados para organizar resistência no plenário. Lideranças do partido Missão já sinalizaram voto contrário à proposta, indicando que o projeto encontrará forte oposição caso avance para deliberação.
Apesar do caos inicial, o cenário político se estabilizou parcialmente após a chegada do presidente da República, Jair Bolsonaro, que buscou acalmar os ânimos. Segundo Bolsonaro, ainda não há motivo para pânico imediato, já que o projeto precisa passar por votação no Senado e posteriormente por todo o trâmite legislativo antes de produzir efeitos concretos.
Bolsonaro também esclareceu pontos institucionais após declarações exaltadas de membros do governo. O presidente explicou que, mesmo que o projeto seja aprovado pelo Congresso, o Poder Executivo possui prerrogativa de vetar integral ou parcialmente a proposta, impedindo sua entrada em vigor.
Economistas e analistas fiscais observam que, embora a proposta tenha fundamento técnico em razão da crise de arrecadação federal, os valores exemplificados no projeto geraram forte rejeição por aparentarem ser economicamente impraticáveis para a maioria da população. O temor central é que uma tributação excessiva provoque retração econômica, fechamento de empresas e aumento da instabilidade fiscal, justamente o oposto do objetivo declarado pela proposta.
Nos bastidores de Brasília, o PL 13 já é tratado como um dos projetos mais controversos de 2026.
Por enquanto, o futuro do IGF permanece incerto. O texto ainda precisa enfrentar debates intensos no Congresso, em meio a uma opinião pública amplamente alarmada e um ambiente político cada vez mais polarizado.
VERSÃO RÁPIDA
O Projeto de Lei nº 13, que cria o primeiro imposto federal da União, gerou pânico entre civis após divulgar um exemplo de cobrança de 34.542 dólares mensais por contribuinte. O imposto foi proposto para compensar a queda na arrecadação federal causada pela crise global de comunicação e pela paralisação das vendas das estatais. Oposição e empresários reagiram com forte rejeição. Jair Bolsonaro afirmou que, mesmo se aprovado no Senado, o projeto ainda pode ser vetado pelo Executivo.
Reportagem da EBN - Empresa Brasileira de Notícias.