EBN – Empresa Brasileira de Notícias
Brasília, 8 de julho de 2026
Após ser preso pela Polícia Federal em cumprimento a mandado de prisão preventiva expedido pela Central dos Fundadores, o ex-vice-presidente da República, Kayque Pereira, concedeu sua primeira entrevista coletiva à imprensa. O encontro reuniu jornalistas de diferentes veículos e foi marcado por questionamentos sobre as investigações, o futuro do Shopping Marshalls, o ressarcimento aos investidores e sua responsabilidade pelos prejuízos relacionados ao empreendimento.
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No primeiro contato público após a prisão, Kayque Pereira negou ter desviado US$ 5 milhões, afirmou que pretende ressarcir integralmente os investidores, declarou que o Shopping Marshalls será vendido ou administrado por um novo responsável e disse estar à disposição da Justiça. A coletiva foi encerrada por sua defesa, que informou que futuras manifestações ocorrerão apenas no processo judicial.
Durante a entrevista, conduzida em meio à intensa presença de jornalistas, Kayque foi inicialmente questionado sobre a estimativa de prejuízo de US$ 5 milhões mencionada nas investigações. Em resposta, afirmou que "não sumi com 5 milhões" e sustentou que o volume de investimentos efetivamente recebidos pelo empreendimento teria sido de aproximadamente US$ 1,5 milhão.
Ao ser questionado sobre a estimativa apresentada anteriormente pelas autoridades e pela imprensa, o ex-vice-presidente declarou que o valor de US$ 5 milhões corresponderia a projeções de perdas futuras relacionadas aos negócios que deixariam de ocorrer, reiterando sua discordância em relação ao montante.
Sobre os investidores, Kayque afirmou diversas vezes que pretende devolver integralmente os recursos recebidos. Segundo ele, os pagamentos serão realizados de forma individual até que todos sejam ressarcidos.
Também declarou que o Shopping Marshalls deverá ser vendido ou transferido para outro administrador. Durante a coletiva, afirmou que João assumirá a administração do empreendimento após sua saída.
Questionado sobre eventual responsabilidade pelos acontecimentos, Kayque afirmou que não considera que os fatos tenham ocorrido por culpa exclusivamente sua, atribuindo sua saída do país a questões familiares. Segundo ele, familiares não desejavam sua permanência na política, circunstância que teria motivado sua decisão de deixar o Brasil e renunciar ao cargo de vice-presidente.
Apesar disso, declarou sentir remorso pela situação e afirmou desejar recuperar sua reputação pública.
"Quero limpar meu nome", afirmou durante a entrevista.
Ao ser perguntado sobre o futuro, Kayque disse que pretende permanecer no país até concluir o pagamento das dívidas relacionadas ao empreendimento e confirmou que pretende colaborar com as investigações em andamento.
Durante a coletiva, jornalistas também fizeram perguntas sobre documentação contábil, contratos de investimento, utilização de recursos financeiros, eventual transferência para contas pessoais, auditorias e conhecimento prévio das autoridades sobre sua saída do país.
Sobre esse último ponto, Kayque afirmou que o então presidente Jair Messias Bolsonaro e Luis Francis tinham conhecimento de sua decisão antes do anúncio público da renúncia.
O ex-vice-presidente também confirmou que tinha conhecimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal e declarou estar "à disposição" da Justiça para responder aos fatos investigados.
Em determinado momento, afirmou que pretende devolver integralmente os valores investidos, sem cortes, estabelecendo como previsão inicial o início dos pagamentos no dia 25.
A coletiva foi encerrada pela advogada Giovana Grior, que informou que seu cliente não responderia a novos questionamentos e que as próximas manifestações ocorrerão exclusivamente perante o tribunal responsável pelo processo.
Enquanto isso, o processo criminal segue em tramitação na Central dos Fundadores. Kayque Pereira responde à ação penal após o recebimento da denúncia pelo Judiciário e permanece à disposição da Justiça, aguardando o prosseguimento da instrução processual, fase em que serão produzidas provas, ouvidas testemunhas e analisados os elementos apresentados tanto pela acusação quanto pela defesa.
A entrevista representou a primeira manifestação pública do ex-vice-presidente desde sua prisão e ocorre em meio ao avanço das investigações relacionadas ao caso do Shopping Marshalls, um dos processos de maior repercussão recente no cenário político e econômico nacional.
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