EBN - Empresa Brasileira de Notícias
Brasília, 6 de agosto de 2026
O Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou uma Estimativa Técnica Setorial de Inflação, documento que apresenta projeções sobre a evolução dos preços na economia entre 2025 e 6 de agosto de 2026. Segundo o órgão, os números têm caráter exclusivamente técnico e não constituem um índice oficial de inflação, servindo como referência para auditorias e análises das contas públicas.
De acordo com o Tribunal, a projeção foi elaborada diante da ausência de dados oficiais completos para o período e considera fatores econômicos descritos nas análises do órgão, como a redução da oferta de alimentos, a emissão monetária para financiamento de despesas públicas e a expansão da atividade econômica privada.
A estimativa aponta que o setor de alimentos registraria a maior variação de preços, com alta projetada de 85%. Segundo o TCU, esse cenário estaria relacionado à forte redução da oferta após a paralisação das atividades da Foodbras, que anteriormente desempenhava papel relevante no abastecimento.
Para o setor de bebidas, cuja cadeia logística é apontada como dependente do abastecimento de alimentos, o Tribunal estimou inflação de 60% no período.
Também foram apresentadas projeções para outros segmentos da economia. O documento estima alta de 40% para os serviços de internet e telecomunicações, 35% para transporte e aluguel de veículos, 28% para o setor de serviços em geral, 22% para o comércio varejista, 20% para habitação e 18% para a construção civil.
Na avaliação agregada, o Tribunal conclui que, considerando uma cesta simplificada com maior peso para alimentos e serviços, a inflação geral da economia ficaria entre 35% e 45%, tendo como valor central uma projeção de aproximadamente 40% entre 2025 e 6 de agosto de 2026.
O parecer técnico ressalta que a emissão monetária identificada anteriormente, estimada em US$ 42 milhões, não seria o único fator responsável pela pressão inflacionária.
Segundo o documento, a inflação projetada decorre da combinação de diferentes elementos econômicos, entre eles a redução da oferta de alimentos, a interrupção do principal programa de abastecimento, a expansão da demanda privada, o aumento dos custos de produção e a emissão de moeda para financiar despesas públicas.
O Tribunal destaca que esses fatores, atuando simultaneamente, justificam a projeção de inflação apresentada no relatório.
O TCU também reforça que a estimativa não deve ser interpretada como um índice oficial de inflação, mas como uma projeção técnica construída a partir das informações disponíveis durante os trabalhos de auditoria.
Resumo da notícia
O Tribunal de Contas da União divulgou uma estimativa técnica que projeta inflação geral de aproximadamente 40% entre 2025 e 6 de agosto de 2026. O documento aponta altas estimadas de 85% nos alimentos, 60% nas bebidas e 40% em internet e telecomunicações, destacando que a projeção foi elaborada para fins de auditoria e não corresponde a um índice oficial de preços.
Reportagem: EBN - Empresa Brasileira de Notícias.