Santos, São Paulo, 25 de maio de 2026
O governador do estado de São Paulo e prefeito da cidade de Santos, Pedro Henrique Costa, lançou diversas imagens de um protesto com cartazes contra a lentidão do governo federal na condução das obras e entregas previstas para o município. A manifestação pública ocorreu em meio ao aumento da insatisfação local com o ritmo de avanço dos projetos federais, que seguem acumulando atrasos e incompletudes em diferentes pontos da cidade.
Entre os cartazes divulgados por Pedro Henrique Costa, estão frases como “Pare de enrolar Bolsonaro!”, “Santos não aguenta mais esperar!”, “Bolsonaro cadê o cronograma?! A gente quer respostas!” e “Greve novamente se for preciso!”. As mensagens reforçam o tom de cobrança adotado pelo governador, que também ocupa a prefeitura de Santos e passou a expor de forma mais dura a insatisfação com a situação das obras no litoral paulista.
A prefeitura de Santos já havia entrado em greve no mês anterior devido à lentidão das obras federais no município, fato que ampliou ainda mais a tensão entre a administração local e o governo federal. Segundo as informações relatadas, a cidade é majoritariamente dependente de verba federal, e a maior parte de suas intervenções urbanas vem sendo conduzida pela União. Isso inclui ruas, praças, prédios e outras estruturas públicas consideradas essenciais para a rotina dos moradores.
A situação das obras em Santos vem sendo descrita como extremamente atrasada. No litoral da cidade paulista, há registros de prédios inacabados e sem telhado, o que permite a entrada de água da chuva e compromete o interior das construções. Também há praças inacabadas, sinalização mal colocada, além da sede do INMET ainda sem conclusão e um hospital federal que permanece em obras. Esse conjunto de pendências passou a alimentar um ambiente de insatisfação crescente entre autoridades locais e a população.
A pressão sobre o governo federal aumenta justamente porque, segundo a administração municipal, grande parte da infraestrutura de Santos depende diretamente do andamento dessas obras. A lentidão na execução dos projetos é apontada como um dos principais motivos para o clima de cobrança e protesto. A exposição dos cartazes foi interpretada como uma tentativa de pressionar publicamente Brasília por respostas mais objetivas sobre cronogramas e entregas.
Do outro lado, Jair Bolsonaro continua sustentando que as dificuldades enfrentadas pelo governo se devem ao acúmulo de demandas e interrupções na rotina do Planalto. Em sua defesa, o presidente declarou que não tem tempo para atender as prioridades da administração federal porque, segundo ele, precisa responder diariamente a perguntas que considera improdutivas e desgastantes.
Em sua fala, Bolsonaro afirmou que perde horas explicando questões que vão desde o acesso ao site de documentos do governo até conflitos com autoridades que cobram a continuidade de obras e visitas aos estados. O presidente disse ainda que se sente sobrecarregado por demandas vindas de diferentes frentes e que isso estaria dificultando o avanço das prioridades do Planalto. Em tom de desabafo, afirmou que sua vida no governo “basicamente virou um inferno”.
A nova manifestação de Pedro Henrique Costa aprofunda o atrito político em torno das obras de Santos e expõe a escalada do conflito entre o governo local e a administração federal. Com cartazes de protesto, greve anterior e novas cobranças públicas, o impasse passa a ganhar contornos ainda mais visíveis, enquanto a população acompanha os efeitos práticos da paralisação e do atraso nas entregas.
VERSÃO RÁPIDA
Pedro Henrique Costa lançou cartazes de protesto contra a lentidão do governo Bolsonaro nas obras federais de Santos. As frases cobravam cronograma, respostas e criticavam o atraso nas intervenções da cidade, que já havia entrado em greve no mês anterior. Santos depende fortemente de verba federal e enfrenta prédios inacabados, praças sem conclusão, problemas de sinalização e obras paradas. Bolsonaro respondeu dizendo que não consegue priorizar as entregas porque precisa lidar com uma rotina de demandas e perguntas que, segundo ele, tomam o tempo do Planalto.
Reportagem da EBN - Empresa Brasileira de Notícias.