Lula chama magistrado de “juiz de festa junina” e abandona audiência durante julgamento em Teresópolis




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Teresópolis (RJ), 11 de maio de 2026


A audiência da Ação Penal Privada nº 11/2025, realizada na noite de 10 de maio de 2026 na 2ª Vara Criminal da Comarca de Teresópolis, ganhou novos desdobramentos após o presidente do Senado Federal, Luiz Inácio Lula da Silva, deixar o tribunal ao lado de sua advogada depois de uma sequência de decisões judiciais que negaram pedidos formulados pela defesa.

O julgamento trata das falas atribuídas a Lula em 2025, relacionadas ao atual vice-presidente da República, Kayque Pereira, que motivaram a abertura do processo por supostos crimes contra a honra. Durante a audiência, segundo registros apresentados, a defesa solicitou diversas vezes o uso da palavra e apresentou requerimentos processuais relacionados à condução da sessão.

De acordo com o relato processual, o Juízo manteve a condução da audiência fundamentada em critérios técnicos, restringindo manifestações consideradas fora do objeto imediato analisado naquele momento processual. A defesa também solicitou o reagendamento da audiência após episódios de invasão da sala do tribunal ocorridos durante a sessão, alegando possível violação dos autos e comprometimento da regularidade do ato. O pedido foi novamente indeferido pelo magistrado.

A negativa sucessiva dos requerimentos levou ao momento mais tenso da audiência. Após novas decisões desfavoráveis, Lula interrompeu o andamento da sessão e declarou o encerramento de sua participação no julgamento. Segundo transcrição apresentada, o parlamentar afirmou em voz alta:



“Não. Estamos de saída. Adeus. Esse juiz é de festa junina. Ilegal. Parcial.”

Na sequência, o presidente do Senado também teria chamado o magistrado de “advogado de seus amigos”, questionando a imparcialidade da condução do processo. O juiz Cauã Rodrigues dos Santos respondeu apenas com a confirmação do registro do ocorrido em ata.

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Durante audiência em Teresópolis, Lula deixou o julgamento após decisões judiciais negarem pedidos da defesa. Em protesto, chamou o magistrado de “juiz de festa junina” e afirmou que solicitará a substituição do responsável pelo processo. A retirada ocorreu antes do encerramento dos atos instrutórios.

Após as declarações, Lula e sua defesa técnica se retiraram do plenário, informando que pretendem buscar a análise do caso por instâncias superiores e pedir a designação de outro juiz para conduzir o processo. A saída foi considerada voluntária e registrada oficialmente pelo Juízo.

O episódio ocorre no mesmo contexto em que a audiência já havia sido interrompida anteriormente por invasões e manifestações políticas dentro da sala do tribunal, situação que levou inclusive à retirada e prisão de um manifestante por perturbação da ordem judicial.

Apesar do ambiente de tensão, o magistrado manteve a continuidade formal da sessão até o encerramento do ato processual, consignando que eventuais alegações de parcialidade, nulidade ou suspeição devem seguir os instrumentos legais próprios previstos na legislação processual.

O caso segue em tramitação judicial, com prazo legal aberto para apresentação de recursos pelas partes envolvidas, enquanto os acontecimentos registrados em audiência ampliam a repercussão política e institucional do julgamento.

Toryel Nunes

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