Ipatinga, Minas Gerais
24 de abril de 2026
A Corregedoria da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais concluiu a apuração sobre a conduta do tenente Oppo Sanches durante a operação de emergência relacionada ao acidente envolvendo um elevador em um prédio residencial na cidade de Ipatinga. Após análise interna, o órgão decidiu que nenhum erro disciplinar foi cometido pelo oficial.
A investigação foi aberta após a circulação de fotografias nas redes entre civis e veículos de imprensa mostrando o tenente aparentemente sem prestar atendimento médico a um dos resgatados do acidente. Nas imagens, o policial aparece em pé observando o entorno enquanto o civil identificado como Luís Francis permanecia no chão aguardando atendimento após ser retirado do edifício pelos socorristas.
O episódio gerou questionamentos públicos sobre a atuação do policial no momento da emergência. Segundo relatos associados às imagens divulgadas, ao ser questionado no local, o tenente teria afirmado que o atendimento médico não era atribuição direta de sua função.
Durante o processo conduzido pela Corregedoria da PMMG, Oppo Sanches apresentou sua versão dos fatos. O oficial declarou ter recebido ordens diretas superiores para manter a segurança e o isolamento da área da ocorrência, já que a região havia começado a receber grande concentração de curiosos e equipes de imprensa.
De acordo com o depoimento, abandonar a função de vigilância naquele momento poderia comprometer a segurança da operação e representaria descumprimento de ordem direta, situação que, segundo o próprio policial, poderia resultar em demissão imediata diante das circunstâncias da ação.
Após análise dos registros operacionais, das ordens emitidas durante a ocorrência e do contexto da emergência, a Corregedoria concluiu que o tenente atuou dentro das atribuições determinadas pela cadeia de comando. O entendimento do órgão foi de que a responsabilidade pelo atendimento médico cabia exclusivamente às equipes de saúde presentes no local.
Com a decisão administrativa, Oppo Sanches foi oficialmente liberado de quaisquer acusações disciplinares relacionadas ao episódio.
Apesar da conclusão favorável ao policial, as imagens continuam circulando entre civis e seguem gerando debate público sobre protocolos de atuação em situações de emergência e sobre o papel das forças de segurança em cenários que envolvem vítimas feridas.
Autoridades da Polícia Militar de Minas Gerais não informaram se haverá revisão de procedimentos operacionais após o episódio.