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Brasília, 13 de setembro de 2026
O ex-juiz federal da Central dos Fundadores e ex-político brasileiro Cauã Rodrigues dos Santos deixou o Brasil há quatro dias e teria solicitado asilo político na Europa. Antes de deixar o país, Cauã afirmou que apresentaria um vídeo de aproximadamente dez minutos com supostas provas de que o Brasil seria uma ditadura.
A saída do ex-magistrado ocorre em meio a uma grave crise política e institucional. Segundo as informações apresentadas, Cauã teria deixado Teresópolis levando mais de 3 milhões de dólares, além de provocar prejuízos a diversas famílias brasileiras. As circunstâncias envolvendo os valores e os prejuízos ainda estão no centro das acusações relacionadas ao caso.
Vídeo prometido ainda não foi divulgado
Antes de deixar o Brasil, Cauã Rodrigues afirmou possuir um vídeo de cerca de dez minutos que reuniria provas contra o país e exporia pessoas que, segundo ele, teriam atuado contra sua trajetória política e judicial.
O material, entretanto, ainda não foi publicado.
A promessa provocou preocupação entre civis brasileiros, principalmente porque Cauã afirmou que o conteúdo revelaria pessoas que teriam sido contrárias a ele. O alcance da declaração acabou aumentando a tensão, já que, segundo o próprio contexto apresentado no caso, praticamente todos os grupos políticos e diversos civis haviam entrado em conflito com o ex-juiz.
Quatro dias após sua saída do Brasil, o vídeo continua sem divulgação pública.
ABIN já havia feito alertas
Outro ponto que ganhou destaque após a fuga foi a atuação anterior da Agência Brasileira de Inteligência.
De acordo com as informações apresentadas pelas autoridades brasileiras, a ABIN teria realizado mais de 40 alertas relacionados a Cauã Rodrigues, apontando suspeitas de que ele estaria atuando como espião europeu.
As suspeitas agora ganham novo peso diante da saída do ex-juiz para a Europa e de seu pedido de asilo político.
Ainda assim, a existência dos alertas não estabelece, por si só, que todas as acusações contra Cauã sejam verdadeiras. A confirmação definitiva sobre eventual atuação como agente estrangeiro dependeria das investigações e das provas reunidas pelas autoridades competentes.
Acusações dividem a percepção sobre Cauã
A situação apresenta uma divisão bastante clara na forma como Cauã Rodrigues é retratado.
Na Europa, segundo as informações disponíveis, o ex-magistrado passou a ser apresentado como alguém que estaria deixando o Brasil por denunciar supostas violações e lutar contra uma alegada estrutura autoritária.
No Brasil, entretanto, a percepção é completamente diferente.
Civis acusam Cauã de ter utilizado sua posição judicial para perseguir adversários e pessoas com quem mantinha conflitos pessoais. Entre as acusações apresentadas está a de que processos teriam sido utilizados como instrumento de retaliação: críticas contra o ex-juiz poderiam resultar em ações judiciais ou até pedidos de prisão preventiva.
A questão central passou a ser justamente essa diferença de narrativas: de um lado, Cauã afirma estar denunciando uma ditadura; de outro, brasileiros o acusam de ter exercido seu poder judicial de maneira autoritária.
Até o momento, não há uma conclusão independente apresentada no material disponível que permita determinar definitivamente qual dessas interpretações corresponde aos fatos.
Denvest contesta acusações
Em meio à crise, o fundador Denvest realizou uma ligação com Cauã Rodrigues. Parte do conteúdo da conversa foi posteriormente compartilhada com a EBN.
Segundo os dados apresentados a partir da gravação e das mensagens em conversa privada, Cauã teria agido por impulso e sob forte influência da raiva quando anunciou que publicaria o vídeo.
Após compreender as possíveis consequências judiciais de suas declarações e da eventual publicação do material, o ex-juiz teria recuado e decidido não divulgar o conteúdo naquele momento.
A mudança de postura aumentou ainda mais as dúvidas sobre o vídeo. A gravação passou a ser um dos elementos utilizados para sustentar a interpretação de que as declarações feitas antes da saída do país poderiam ter sido realizadas em um momento de forte reação emocional.
Medo toma conta dos brasileiros
A possibilidade de existência de um vídeo com informações sobre diversas pessoas provocou apreensão entre os civis brasileiros.
O receio não está apenas relacionado às acusações políticas que poderiam aparecer no material, mas também à possibilidade de exposição de informações pessoais.
Diversos brasileiros passaram a demonstrar preocupação com o que poderia ser divulgado caso o vídeo seja publicado. O ambiente de incerteza fez com que parte dos civis evitasse se expor publicamente, diante do temor de que seus nomes ou informações fossem mencionados pelo ex-juiz.
A situação também atingiu o ambiente político. A presidente da República e o vice-presidente afirmaram que pretendem atuar para resolver a crise, mas, segundo as informações apresentadas, ambos permanecem sem aparições públicas recentes relacionadas diretamente ao episódio.
Uma crise ainda sem resposta definitiva
A saída de Cauã Rodrigues deixa uma série de questões em aberto.
O ex-juiz afirma que o Brasil seria uma ditadura e diz possuir provas para sustentar sua acusação, mas ainda não apresentou o vídeo prometido. As autoridades brasileiras, por outro lado, rejeitam as acusações e apontam para o histórico de conflitos envolvendo o ex-magistrado.
Também permanecem pendentes esclarecimentos sobre os mais de 3 milhões de dólares que teriam sido levados durante sua saída de Teresópolis, os prejuízos atribuídos ao episódio e as acusações de espionagem levantadas anteriormente pela ABIN.
O caso agora atravessa as fronteiras brasileiras. Enquanto Cauã busca proteção política na Europa, o Brasil acompanha a situação com apreensão e aguarda para saber se o vídeo de dez minutos será finalmente publicado.
A pergunta que permanece no centro da crise é simples, mas de difícil resposta neste momento: Cauã Rodrigues deixou o Brasil como um denunciante perseguido, como afirma na Europa, ou como um ex-magistrado acusado de abuso de poder e perseguição, como sustentam seus opositores no Brasil?
Até que novas provas sejam apresentadas, a resposta permanece em disputa.
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O ex-juiz da Central dos Fundadores, Cauã Rodrigues dos Santos, deixou o Brasil há quatro dias e pediu asilo político na Europa, afirmando que o país seria uma ditadura. Ele declarou possuir um vídeo de dez minutos com supostas provas e informações sobre pessoas que teriam atuado contra ele, mas o material ainda não foi publicado. A ABIN afirma que já havia feito mais de 40 alertas sobre suspeitas envolvendo Cauã. No Brasil, civis e políticos rejeitam suas acusações e o acusam de perseguição judicial. Uma gravação de ligação com Jair Bolsonaro indica que Cauã teria agido por impulso e posteriormente recuado da publicação. Enquanto o vídeo não aparece, cresce o temor entre brasileiros sobre possíveis exposições e informações que poderiam ser divulgadas.